Estou perplexa.
A linguagem é um instrumento de comunicação que nem sempre consegue cumprir com a sua função. Uma palavra tem infinitos significados que vai depender da socialização da pessoa emissora e receptora. Assim que um@ emissor@ ao pronunciar a palavra “cão” quer emitir uma informação que não necessariamente será a mesma a ser recebida pel@ receptor@, uma vez que este ao escutar tal palavra pode entender outro significado. Um exemplo: para @ emisor@ a palavra “cão”, no seu contexto, tem o signifiaco de cachorro, que por sua vez está se referindo a um animal doméstico, manço, agradável e até simpático. Para @ receptor dentro de seu contexto, que é diferente do emissor, pode significar diabo, uma entidade sobrenatural maligna.
Isso pode parece extranho, e até dificil de imaginar, já que a comunicação é feita não por palavras soltas e sim por por frases que constrõem um contexto, que deveria ser o campo comum entre emisor@ e receptor@ por onde circulam as idéias e os significados. No entanto, acontece! E os efeitos dessa “confusão” podem ser profundos se as pessoas que tentam se comunicar e se fazer entender não forem o suficiente maduras e abertas para escutar, refletir, reformular frases, perguntar e falar o que pensa de forma tranquila, consciente e sem ofensas.
Assim, basta uma pessoa estar fora de si, para uma verdadeira “confusão” acontecer. Porque o ditado é certo, “quando um não quer, dois não brigam, mas quando um quer muito o outro não tem como fugir.”


