sexta-feira, 4 de maio de 2012

RIO + 20 Y A CÚPULA DE LOS PUEBLOS



La próxima Conferencia de las Naciones Unidas para el desarrollo Sostenible se celebrará entre los días 20 y el 22 de julio en Rio de Janeiro- Brasil.

Esa Conferencia, también llamada de Rio+20, tiene como objetivo intentar avanzar sobre el compromiso de los Estados miembros y de la comunidad mundial en los grandes cambios del siglo XXI.

La Rio+20 versará sobre dos temas centrales: “la economía verde” y la “institucionalidad global”, consideradas por los movimientos y organizaciones sociales insuficientes para enfrentar la crisis planetaria causada por el modelo de producción y consumo capitalista.

Esa Conferencia forma parte de las negociaciones entre los países miembros de la ONU que empezó en 1992, en la llamada “Rio-92” en la que fue aprobado el famoso “Protocolo de Kioto”.

Esas negociaciones están estancadas desde hace 10 años y juegan un importante papel en la gestión de las cuestiones del modelo de desarrollo (formas de producción y consumo), autonomía de los pueblos, soberanía alimentária, cambio climático, pobreza, etc.

Ante la incapacidad y descredibilidad de la ONU por su falta de acción y propuestas falsas para enfrentar los problemas existentes, los movimientos y organizaciones de la sociedad civil organizan una contra-cumbre con el intento de construir estrategias de cambio claras y sólidas. Alternativas construidas a partir de las experiencias de lucha de varios sectores como mujeres, juventud, poblaciones indígenas, ambientalistas, economía solidaria, etc. que ya constatan la existencia de condiciones materiales y tecnológicas para que tengamos nuevas formas de producción, consumo y organización política que sean soluciones reales a nuestros problemas.

Esa contra-cumbre se llama “Cúpula de los Pueblos” y tendrá lugar paralelamente a la Rio+20. Tiene como lema “Rio+20 por justicia social y ambiental”. Es organizada por un comité facilitador formado por diversos colectivos y redes de la sociedad civil brasileña. El comité fue formado durante el Fórun Social Mundial en Dakar- Senegal en 2011.

La programación de la Cúpula integra actividades autogestionadas por las organizaciones participantes que deben incluirse dentro de uno de los 3 ejes de debate del evento. El primero busca denunciar las causas estructurales de la crisis, de las falsas soluciones y de las nuevas formas de reproducción del capital. El segundo propondrá soluciones y nuevos paradigmas a partir de os pueblos. El último tiene como objetivo estimular organizaciones y movimientos sociales a articular procesos de lucha anticapitalista posteriores a la Rio+20.

Toda esa movilización y organización de la sociedad civil demuestra la gran capacidad de los pueblos, que no tienen el poder del capital y que sufren las consecuencias de las decisiones de estos que lo tiene, de construir alternativas de un mundo que pueda ser más justo social y ambientalmente. Que sea democrático, valorando e incluyendo toda la diversidad cultural, étnica, geográfica, religiosa, de género, etc., en procesos hechos por los pueblos para los pueblos, respetando sus singularidades y diferencias.

Vivimos en un momento decisivo para la humanidad e ya no queda tiempo para equívocos y falsas soluciones. El cambio climático ya es un hecho sentido en la piel. La mayor parte de las catástrofes ambientales son consecuencias de la manera como producimos, consumimos y organizamos la sociedad. Los problemas ambientales están directamente relacionados con las desigualdades sociales. Por eso, las soluciones para estos problemas deben estar juntas, como propone la Cúpula de los pueblos. 

sexta-feira, 30 de março de 2012

Trovoadas de março, por Marina Silva

30 de março de 2012


       Marina Silva | Folha de S. Paulo

 

Trovoadas de março
Marina Silva

 

 O Brasil perdeu, na última terça-feira, uma de suas vozes mais críticas e independentes. O brilhante, multitalentoso e bem-humorado Millôr Fernandes nos deixou, aos 88 anos.

 Fica sua extensa obra de escritor, artista plástico, humorista, dramaturgo, cartunista, jornalista e homem antenado com o seu tempo. Seu humor inteligentíssimo nos fazia rir ao mesmo tempo em que denunciava, com acidez, as mais variadas falácias.

 Fica a lição do "guru do Méier" de que é preciso sempre olhar para a realidade sob uma perspectiva crítica.

 Quem dera tivéssemos todos essa mesma perspicácia. O estilo debochado de Millôr desnudava os políticos de sorrisos congelados e intenções inconfessáveis. Vai fazer muita falta, principalmente em ano de eleição, quando promessas vazias são potencializadas pelo marketing frio e calculado.

 Cada vez mais, os que se acham espertos usam os mesmos truques já tão conhecidos, como se a sociedade cumprisse apenas um papel secundário de plateia. Pior, em um espetáculo em que os mágicos se contentam com truques amadores, os malabaristas nem ligam se muitos dos seus pratos se espatifam no chão e a maquiagem dos artistas se mostra borrada, revelando sua face nada engraçada.

 É mais ou menos o que se vê agora no Congresso Nacional. Um projeto que acaba com a proteção das florestas do Brasil é apresentado como o "novo" Código Florestal.

 Para diminuir o constrangimento, falou-se em deixar a votação para depois da conferência Rio+20, mas a sanha voraz da motosserra estabelece prazos e exigências.

 O governo acata, afinal a governabilidade hoje se sustenta não em ideias ou projetos para o país, mas em interesses de partidos que, em grande parte, já se apresentam sem máscaras.

 Entretanto, como bem escreveu Millôr certa vez, entre suas muitas frases brilhantemente sarcásticas, "tome nota, amigo: as aparências não enganam".

 Chegamos ao Saara da política. Nesse deserto desolador, sobressai a beleza do gesto do operário e do sociólogo, que, por duas vezes, se visitaram em situações de grande dificuldade. Uma para fortalecer a luta pela democracia e a outra para trocar o abraço que, apesar das muitas divergências, não se priva da arte de dar e receber, da imprescindível dose de respeito e afeto que ajuda a produzir boas porções de bálsamo capaz de enfraquecer até a doença. De resto, tudo parece estéril e sem vida.

 Perdemos, em um mesmo mês, a graça de Chico Anysio e de Millôr Fernandes. Já chega. Basta, março. Para com teus relâmpagos e trovoadas e manda logo tuas águas. Traz o outono da calma que anima o coração.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

as cinzas

Quarta-feira de cinzas...... lembrei da tristeza que é esse dia. O retorno a casa, as ruas que antes estavam recheadas de músicas, danças e alegrias, estão agora completamente vazias, ocupadas apenas pelos resquícios do que foram os dias anteriores. As lembranças veem a cabeça e o sorriso, vez e outra, volta a decorar o rosto, mas é daquela maneira discreta, como si fosse um segredo. Afinal de contas, somente quem vive sabe o que realmente aconteceu. Isso é quarta-feira de cinzas!!!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

J'aime


J’aime porque sim. Eu gosto de sentir esse friozinho na barriga, de esperar algum contato, algum encontro inesperado, de sorrir a toa, de estar nas nuvens, de degustar de cada momento vivido e de tentar descobrir o novo.
J’aime porque sim. Deixa-me com um olhar vivo, especial, delicado e até distraído. Esse olhar que contagia as pessoas de alegria.
J’aime porque sim. Faz-me pensar no futuro, de traçar novos desafios. De vencer barreiras. De pensar sobre mim e @s outr@s.
J’aime porque sim.  Sinto sensações novas. Percebo a vida diferente, com entusiasmo e otimismo. Me reconheço nas pessoas, vejo suas belezas e as valorizo. Quero tê-las por perto. Bem pertinho para cuidá-las e mimá-las protegidas de todo desamor.  
J’aime porque sim. Não existe outro motivo para ser feliz.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Eu reconheço, tenho medo

Pensar, atuar e reflexionar sobre o processo de transformação social é apenas uma parte da tarefa revolucionaria. Sem dúvida é a que mais se fala e se conhece entre @s militantes. É aquela em que atuamos de forma coletiva por um objetivo maior, em busca dos nossos sonhos e utopias. No entanto, existe outra parte que está mais oculta. Provavelmente porque é vivida a um nível mais íntimo, pessoal e solitário, portanto, mais dolorosa.

Quando militava por justiça, igualdade e sustentabilidade pensava que essas duas partes da luta (coletiva e individual/pessoal) eram inseparáveis. Na verdade, não imaginava que pudessem existir duas. Militava pelo máximo, pensando no processo de uma forma racional e objetiva para alcançar as aspirações coletivas que incidiriam sobre as individuais.

Depois de me inserir no mundo do trabalho capitalista, em que se faz necessário vender a força de trabalho em troca de um salário que está ditado pelo mercado (jogo da demanda e oferta), percebi que a relação militante – trabalhadora não necessariamente podem ir juntas. Muitos fatores entram em jogo e é preciso ter muito claro os seus valores para poder agüentar a pressão.

Confirmei na pele a idéia de que é preciso sentar as bases nas teorias e idéias das quais si crê para poder dar os primeiros passos contra a classe capitalista de forma direta, que está concretizada na pessoa a quem chamamos chefe.

Assim mesmo, duvidei, refleti, ponderei, temi. Passei pela dura fase de reconhecer que tenho direitos, mas que podia não usufruir-los pelo fato de temer. E o mais duro é reconhecer que temi aos capitalistas. Temi muito, e por vários motivos, passando pelo econômico, pelas relações pessoais, pela falta de informação, pelo processo inseguro, pela falta de capacidade coletiva de ação e pelo futuro duvidoso e incerto.

Essa é aparte oculta pela qual @s trabalhador@s passam antes de reivindicar seus direitos. Direitos que são mínimos e insuficientes para a classe trabalhadora. Mas que mesmo assim, são extremamente difíceis de serem desfrutados, mesmo quando eles já estão declarados em convenções, constituições, convênios e acordos.

É nesse momento de fraqueza d@s militantes que os coletivos organizados como sindicatos e movimentos sociais devem incidir como espaço de segurança, fortalecimento e apoio pessoal, porque no final das contas a decisão é d@ trabalhador@ e as conseqüências também, que desde logo sempre tem uma boa parcela negativa.