quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Mulheres militantes: conflitos e construção de novas relações de gênero dentro dos movimentos sociais

Por se alguém se interessa sobre os conflitos e contradições que enfrentam as mulheres militantes quando os movimentos sociais dos quais participam promovem iniciativas de promoção da igualdade de gênero, segue um artigo com algumas reflexões.


http://www.automacaodeeventos.com.br/sigeventos/sbs2013/inscricao/resumos/0001/PDF_trab-aceito-1479-1.pdf

terça-feira, 16 de julho de 2013

Se tudo fosse como é
Nada seria como deveria ser
Se tudo fosse como deveria ser
Nada se poderia fazer
Mas como nada é como deveria ser

Tudo se pode fazer

sexta-feira, 28 de junho de 2013



Resumo aprovado para o XVI Congresso Brasileiro de Sociologia

Mulheres militantes: conflitos e construção de novas relações de gênero dentro dos movimentos sociais

Entendendo os movimentos sociais como campo contraditório e de conflitos, ao mesmo tempo em que se situam num espaço intermediário entre os processos individualizados, familiares, habituais da vida cotidiana e o sociopolítico no seu sentido mais amplo do Estado e das instituições superiores, eles ocupam um espaço privilegiado de desconstrução e construção de significados e de práticas, estando intimamente relacionado com os processos de transformação social. A presente comunicação tem como objetivo apresentar as linhas gerais de uma investigação em curso sobre as mudanças experimentadas pelas mulheres militantes de movimentos sociais na sua vida cotidiana quando o movimento social do qual faz parte propõe iniciativas visando a igualdade de gênero. Conhecer-se-á desafios, conflitos, contradições por que passam as mulheres militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, assim como as estratégias construídas por elas para exercer a sua plena militância, uma vez que se identificam como trabalhadoras sem terra e como mulheres. Apontar-se-á ainda as novas relações de gênero em construção a partir desses conflitos e a sua influência na efetivação de formas de cidadania. O trabalho tem como foco a história de vida das mulheres militantes que passa pela construção do MST como movimento social de resistência às políticas neoliberais e que busca articular necessidades diretas e individuais de suas/seus militantes com um projeto de sociedade coletivo.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Artigo de Marina Silva na Folha de São Paulo

22 de Fevereiro de 2013
Marina
 Silva | Folha.com | Colunas | BR

Ativismo autoral

Entra em cena a militância 2.0, que está ampliando a democracia no mundo contemporâneo. Tenho falado sobre esse assunto para públicos diversos e noto que as pessoas ligadas à estrutura política institucional têm mais dificuldade para entender o que está acontecendo. Eis porque caracterizo este como um fenômeno "de borda", pois o lugar que ocupa na cena pública é ao redor do centro.
Nestes dias, porém, a borda invadiu o centro. Primeiro, com a chegada ao Senado de mais de 1 milhão e meio de assinaturas reivindicando o impeachment do presidente recém-eleito da Casa. Segundo, com a visita ao Brasil e a audiência na Câmara da cubana Yoani Sánchez, cujo blog desde Cuba mostra ao mundo suas críticas ao regime político de seu país.
A reação dos que ocupam o centro da política convencional revela uma falta de entendimento que resulta em grave falta de coerência quanto à defesa dos direitos humanos e da liberdade de expressão. No caso das assinaturas contra o presidente do Senado, a falsa indiferença cheia de temor mostra que os dirigentes do Legislativo sabem que estão "mal na foto", mas desprezam os esforços cidadãos de ampliar a democracia e de criar novas formas de a população influir na política e nas instituições.
O caso da blogueira cubana é mais grave: foi acionada uma campanha difamatória, com atos públicos de rejeição e --ato gravíssimo-- impedimentos à sua liberdade de expressão, em que um grupo usou o ambiente democrático para reduzir a própria democracia. O irônico é que o Brasil, hoje chamado de "imperialista" nas ruas da Bolívia, do Peru e de demais vizinhos latino-americanos, parece esquivar-se do dever de qualificar sua democracia, duramente conquistada com a defesa firme da liberdade e dos direitos humanos, também em outros países.
Mas o que chama a atenção é a quebra da estagnação da política convencional feita pelos que espalham sua ação numa rede ampla, com recursos digitais ao alcance de qualquer um: um blog, uma coleta de assinaturas. Não foram pautados por governos, partidos, ONGs ou sindicatos. Começaram sozinhos, sendo autores e mobilizadores de sua proposta e ação.
É claro que o sucesso tem muitos pais; muita gente ligada a diversos organismos institucionais quer, hoje, "dar uma força" a essas e outras iniciativas. Isso, entretanto, só mostra que estão a reboque da nova força que emerge no mundo. Tudo bem, é melhor que tentem segui-la, em vez de impedi-la. Para usar uma saudação à moda antiga: vida longa ao ativismo autoral.
O grande desafio para essa nova forma de prospectar meios atualizados de realização da democracia é transitar do autoral para o coautoral, na defesa dos interesses coletivos, sem o que não há como realizar nenhuma transformação.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Uma questão de identidade?


A minha militância em movimentos sociais mistos concomitantemente com meus estudos sobre feminismo me deixavam em uma situação de dupla militância. Adicionava-se a estas uma terceira, quando o movimento ou o espaço não levava a temática de juventude, por eu estar encaixada dentro dessa faixa etária. Quando vim estudar na Europa, descobri a existência da palavra imigrante, e aos pouco fui me identificando profundamente com ela, sobre os efeitos de suas consequências nestas terras. Outra luta incorporada! Talvez sobre o feito de me tornar imigrante se intensificou a minha identidade enquanto latina e do sul.
O meu corpo, a minha cor, o meu jeito de andar, de falar, de fazer e de pensar revelam a minha história.