sexta-feira, 16 de julho de 2010

Dança Galega


 Um retorno a época medieval.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Meu erro

Uma situação chata fica martelando na minha cabeça, dando voltas e voltas tentando entender o que levou a ela ter reagido daquela maneira. Não aceito que o fato de por não sermos amigas, de eu ser calada ou séria possa ter gerado uma raiva tão grande. Também não aceito ser insultada de graça. Por isso, continuo a tentar analisar por outras perspectivas para tentar enxergar o que há por traz dessa agressão que sofri, já que o diálogo foi cortado por completo.
Também não será pelo ocorrido de eu não ter agradecido um feito dela, o que, de alguma maneira, era a sua obrigação. Até porque, o agradecimento, se deveria existir, teria que ser feito pelas duas partes desde o início da relação, o que nunca foi reclamado pelas duas partes, até então.
Assim, continuo a procurar a verdadeira razão dessa briga. Já que está claro que a suposta intriga feita por mim, não existiu. Esse episódio foi causado por uma ilusão, um suposto mal entendido que ainda não estou segura de que realmente aconteceu.
Divergências de pensamentos, de atitudes existem em todos os lugares e é bom que continue existindo para que possamos evoluir e construir soluções reais e que agradem a tod@s. Essas divergências devem ser postas a mesa, debatidas e solucionadas. Assim é a democracia. O passo seguinte é a execução dos acordos. Essa é a etapa mais dolorosa, na qual é necessário agir, mudar posturas, seguir as regras que você mesmo construiu. Além disso, cada um e cada uma tem a sua maneira de executar as coisas. E para uma boa convivência é necessário fechar um pouco os olhos, os ouvidos e a boca. Afinal de contas eu não sou o centro das certezas e nem quero viver em uma ditadura, mesmo que a ditadora seja eu. 
Baseado nisso, construir a minha postura numa casa diversa, como é toda e qualquer comunidade por menor que ela seja. Mas ao final, essa postura, que era declarada, foi questionada. Somente ao final. Questionada sob a justificativa de que eu me calava, me silenciava. E afirmando que a minha postura deveria ser falar, de brigar, de reclamar quantas vezes fossem necessárias. Pois eles e elas, por não estarem acostumados tinham que ser cobrados, chamados atenção. Mas não será essa uma postura autoritária? Justamente a que eu não queria ter? Justamente a que eu me controlava para não fazer? Porque eu era a que tinha que ter esse papel de reclamar, dar “toques”, fazer lembrar das obrigações de cada uma e de cada um? Porque esse papel deveria ser meu? Porque eu me incomodava? O que me incomodava foi colocado a mesa, foi debatido, feito acordo de forma democrática. O problema é que nem sempre era cumprido por esses mesmos sujeitos que construíram as regras. Por isso, eu deveria estar sempre falando, reclamando, lembrando e dando os “toques”? Fico imaginando se eu tivesse levado os 9 meses nessa postura. Será que teríamos tido a boa relação que levávamos ou pelo menos, que eu entendia que fosse uma boa relação? Será que eu suportaria ser a chata, a que reclama? Será que suportariam estar a todo momento sendo controlados, corregidos e recebendo reclamações? Será que eles e elas teriam cumprido com suas obrigações? O que fazer nesse caso?
Fui me calando aos poucos, nas áreas comuns e privadas. Não digo que foi fácil. É muito mais fácil ficar reclamando do que os outros não fazem, mas também é cansativo, desgastante. O resultado foi uma melhor convivência, deixei de ser a SRA. (…) com todas as características estereotipadas que levam esse pronome.
Junto com o silêncio acompanhou o deixar as coisas para lá. Não fazer mais o que era tarefa d@s outr@s, o que me consumia profundamente. Com isso, pouco a pouco alguns conflitos na casa foram surgindo. Claro, não tinha mais a que fazia as coisas calada, e os entupimentos foram surgindo, os panos continuaram sujos, a geladeira passou a alagar, o lixo a transbordar, o banheiro a feder e as pessoas passaram a se incomodar.
Talvez aí eu tivesse que ter falado, e vontade não faltou. Mas pensei, se eu for falar, o tom será irônico, e se não for, o conteúdo poderá agredir. Deixei que se gladiassem, eu já não me importava. Estava cansada. Agora era a vez del@s se cansarem, perceberem que tinham coisas que serem feitas, pois já não existia uma mão invisível que executava as coisas. Lembrar de suas tarefas, sua responsabilidades em uma comunidade.
Não quero nenhum reconhecimento pelo feito, inclusive porque uma sábia me falou: “fez porque quis”. E ela está certa, fiz porque quis, e por isso mesmo não precisava continuar fazendo. Fiz até aguentei.
Talvez o meu erro tenha sido esse. Acostumei mal no início e não fiz até fim.  

sábado, 10 de julho de 2010

Minha inspiração

 No mundo da história, da cultura da política, constato não para me adaptar, mas para mudar. Não posso estar no mundo de luvas constatando apenas. A acomodação em mim é apenas caminho para a inserção, que implica decisão, escolha, intervenção na realidade.
(Paulo Freire, 2000)