quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Tarde europeia

Sol, calor ameno, pessoas dormindo à sombra pelo caminho.
Um livro gostoso, com sabor de Lispector.
Cachorros a correr, brincar e arrancar de suas observadoras boas risadas ingênuas.
Água para refrescar e para completar, o som da voz da pessoa querida. 
Não resta nada mais do que voltar a casa com a alma renovada.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Palavras pensadas, palavras escritas. Se essa ordem fosse fácil não teríamos prêmios sendo distribuidos e os escritores estaríam pior remunerados ou quem sabe, essa profissão nem existisse.
De que é feita uma boa escrita? De ideias e de boas leituras?Então a/o leitora/o tem um papel chave para a classificação de uma boa escrita, pois são elas/eles quem consomem esse produto. Já entrei no debate do sistema capitalista e seu ciclo vicioso.
Mas não é sobre ele que estou pensando, ou melhor, escrevendo. É sobre a vontade de escrever.
De onde vem a vontade de escrever?
Da necessidade de pensar?
Se pensa sem escrever?
Se escreve sem pensar? Então quem escreve é quem pensa?
E o que seria pensar sem escrever?
Para escrever se faz necessário pensar sobre o que se vai escrever? Ter uma ideia?
E se tenho a ideia de escrever? Somente a vontade de escrever. Então não escrevo? Assim a minha vontade não é satisfeita. Que coisa!
Necessito de uma ideia.
Melhor voltar a ler.  

domingo, 1 de agosto de 2010

E- I migrantes




Estou interessada em conhecer programas e grupos de juventude da Galicia. Por isso, me inscrevi no “I foro xuvenil da Galeguidade”, pensando que conheceria alí grupos de jovens galeg@s. No entanto, me deparei com um programa de acampamento para descendentes de espanhões na América. Um programa interessante que se basa em trazer jovens descendentes para conhecer a Galícia, participando de atividades. O programa financia tudo, desde a passagem aéria até alimentação e hospedágem, dando inclusive a possibilidade do jovem permanecer por mais tempo na Espanha caso queira conhecer seus familiares, mas nesse tempo os gastos são por conta do jovem.
As e os jovens participantes provém principalmente da Argentina e Uruguai, em menor quantidade do Chile e pouquíssimos cuban@s, colombian@s, bolivian@s, brasileir@s, peruan@s. Tem entre de Um dos requisitos é ter nacionalidade Espanhola, o que estranhou bastante, pois para isso é necessário ter descendentes recentes e ter dinheiro para consegui-lo. Perguntei a alguns deles como souberam do programa, e todos me responderam que através da família. Mas nem todos conhecem seus familiares daqui. Muitos aproveitam para conhecer a Europa.
Mas me parece muito estranho que um programa que busca fazer a integração entre os descendentes da imigração galega com a Galícia não incorporem jovens Galegos nesses acampamentos. Também me parece estranho que o debate dobre a imigração se centre na ida dos Galegos à América, esquecendo da imigração da América à Galícia, que apesar de serem imigrações têm conotações diferentes e contextos distintos. Para eles (governo Galego, de acordo com o discurso do coordenador do espaço de juventude na abertura do evento e de muitos outros) a emigração galega para as Américas fez com que o “os valores” galegos e europeus de trabalho, esforço, disciplina, fizessem com que hoje, países como Brasil, estejam apontados como futuras potências mundiais. Falam da emigração europea como a ida para trabalhar. Por outro lado, vêem a imigração latina, africana, asiatica como algo clandestino, ilegal. Aqui, não ser europeu significa ser imigrante. E ser imigrante tem um peso negativo na hora de buscar o trabalho, o mesmo que eles foram buscar nas nossas terras.
No entanto, alguns jovens estão atentos as essas diferenças e começam a pontuar questões que deixam desconcetados os organizadores da atividade. Estariamos, então, mais conscientes da nossa história?