Estou interessada em conhecer programas e grupos de juventude da Galicia. Por isso, me inscrevi no “I foro xuvenil da Galeguidade”, pensando que conheceria alí grupos de jovens galeg@s. No entanto, me deparei com um programa de acampamento para descendentes de espanhões na América. Um programa interessante que se basa em trazer jovens descendentes para conhecer a Galícia, participando de atividades. O programa financia tudo, desde a passagem aéria até alimentação e hospedágem, dando inclusive a possibilidade do jovem permanecer por mais tempo na Espanha caso queira conhecer seus familiares, mas nesse tempo os gastos são por conta do jovem.
As e os jovens participantes provém principalmente da Argentina e Uruguai, em menor quantidade do Chile e pouquíssimos cuban@s, colombian@s, bolivian@s, brasileir@s, peruan@s. Tem entre de Um dos requisitos é ter nacionalidade Espanhola, o que estranhou bastante, pois para isso é necessário ter descendentes recentes e ter dinheiro para consegui-lo. Perguntei a alguns deles como souberam do programa, e todos me responderam que através da família. Mas nem todos conhecem seus familiares daqui. Muitos aproveitam para conhecer a Europa.
Mas me parece muito estranho que um programa que busca fazer a integração entre os descendentes da imigração galega com a Galícia não incorporem jovens Galegos nesses acampamentos. Também me parece estranho que o debate dobre a imigração se centre na ida dos Galegos à América, esquecendo da imigração da América à Galícia, que apesar de serem imigrações têm conotações diferentes e contextos distintos. Para eles (governo Galego, de acordo com o discurso do coordenador do espaço de juventude na abertura do evento e de muitos outros) a emigração galega para as Américas fez com que o “os valores” galegos e europeus de trabalho, esforço, disciplina, fizessem com que hoje, países como Brasil, estejam apontados como futuras potências mundiais. Falam da emigração europea como a ida para trabalhar. Por outro lado, vêem a imigração latina, africana, asiatica como algo clandestino, ilegal. Aqui, não ser europeu significa ser imigrante. E ser imigrante tem um peso negativo na hora de buscar o trabalho, o mesmo que eles foram buscar nas nossas terras.
No entanto, alguns jovens estão atentos as essas diferenças e começam a pontuar questões que deixam desconcetados os organizadores da atividade. Estariamos, então, mais conscientes da nossa história?


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