sexta-feira, 28 de junho de 2013



Resumo aprovado para o XVI Congresso Brasileiro de Sociologia

Mulheres militantes: conflitos e construção de novas relações de gênero dentro dos movimentos sociais

Entendendo os movimentos sociais como campo contraditório e de conflitos, ao mesmo tempo em que se situam num espaço intermediário entre os processos individualizados, familiares, habituais da vida cotidiana e o sociopolítico no seu sentido mais amplo do Estado e das instituições superiores, eles ocupam um espaço privilegiado de desconstrução e construção de significados e de práticas, estando intimamente relacionado com os processos de transformação social. A presente comunicação tem como objetivo apresentar as linhas gerais de uma investigação em curso sobre as mudanças experimentadas pelas mulheres militantes de movimentos sociais na sua vida cotidiana quando o movimento social do qual faz parte propõe iniciativas visando a igualdade de gênero. Conhecer-se-á desafios, conflitos, contradições por que passam as mulheres militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, assim como as estratégias construídas por elas para exercer a sua plena militância, uma vez que se identificam como trabalhadoras sem terra e como mulheres. Apontar-se-á ainda as novas relações de gênero em construção a partir desses conflitos e a sua influência na efetivação de formas de cidadania. O trabalho tem como foco a história de vida das mulheres militantes que passa pela construção do MST como movimento social de resistência às políticas neoliberais e que busca articular necessidades diretas e individuais de suas/seus militantes com um projeto de sociedade coletivo.

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