Resumo aprovado para o XVI Congresso Brasileiro de Sociologia
Mulheres
militantes: conflitos e construção de novas relações de gênero dentro dos
movimentos sociais
Entendendo os movimentos sociais como campo contraditório e de conflitos,
ao mesmo tempo em que se situam num espaço intermediário entre os processos
individualizados, familiares, habituais da vida cotidiana e o sociopolítico no
seu sentido mais amplo do Estado e das instituições superiores, eles ocupam um espaço privilegiado de desconstrução e construção de
significados e de práticas, estando intimamente relacionado com os processos de
transformação social. A presente comunicação tem como objetivo apresentar as
linhas gerais de uma investigação em curso sobre as mudanças experimentadas
pelas mulheres militantes de movimentos sociais na sua vida cotidiana quando o
movimento social do qual faz parte propõe iniciativas visando a igualdade de
gênero. Conhecer-se-á desafios, conflitos, contradições por que passam as
mulheres militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, assim como
as estratégias construídas por elas para exercer a sua plena militância, uma
vez que se identificam como trabalhadoras sem terra e como mulheres. Apontar-se-á
ainda as novas relações de gênero em construção a partir desses conflitos e a
sua influência na efetivação de formas de cidadania. O trabalho tem como foco a
história de vida das mulheres militantes que passa pela construção do MST como
movimento social de resistência às políticas neoliberais e que busca articular necessidades
diretas e individuais de suas/seus militantes com um projeto de sociedade
coletivo.
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